Aos interessados

Aos interessados

Sejam todas e todos muito bem vindos ao nosso grupo.

Estamos ao vosso dispor para aqui publicarmos as vossas reflexões sobre a temática da Formação de Professores.
Para publicar, basta que enviem cópia digitada em words para o e-mail do administrador que, após moderação (principalmente contra plágios) e aprovação, se fará um prazer em veicular as vossas produções.
Para maiores informações visualize o registro do grupo junto ao CNPq através do link:


Visitou nosso blog?
Deixe um alô para que possamos saber que esteve por cá. Gostamos muito de todos nossos visitantes.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

25 MILIONÁRIO

Apenas para marcar uma posição:

Atingindo as mil visualizações: FELIZ!

Obrigado a tod@s vocês!

Vamos em frente que a luta continua por uma educação de qualidade!

domingo, 28 de setembro de 2014

24 - MOSTRANDO RESULTADOS DE UM TRABALHO

O dia nasceu quente. Promessa de emoções! Pela primeira vez após a criação do NUPEMSE os frutos iam aparecer à luz da comunidade acadêmica.

Em Fortaleza, num evento na Universidade Federal do Ceará - UFC - estávamos a postos três dos cinco elementos integrantes do Grupo de Estudo sobre a Formação do Professor. Ontem, sábado 27/09/14 foi a nossa vez de apresentar nossos trabalhos no XIII ECHE (Encontro Cearense de História da Educação) - III Encontro Nacional de História e Memória da Educação - e III Simpósio Nacional de Estudos Culturais e Geoeducacionais.

O NUPEMSE esteve representado por dois trabalhos realizados por dois alunos em parceria com o orientador do Grupo. Os dias 25 e 26 foram destinados à compra de livros lançados na oportunidade e para assistir às palestras proferidas pelos convidados.
 

No clik ao lado direito, O Prof. Dr José Edvar da Costa (UVA),enquanto usava da palavra, na companhia dos também doutores Jean Mac Cole,(UERN), Francisco Ari de Andrade (UFC), e Elione Maria Nogueira Diógenes (UFAL), que nos falaram sobre a História da Educação e da Pedagogia.

Depois da tarefa cumprida foi hora de recolher as bandeiras e voltar ao "LAR, DOCE LAR".

Já estamos de olho nos próximos eventos, visto que neste os nossos trabalhos mereceram boas menções e aguardamos contato com outros pesquisadores que se interessaram pelos nossos estudos.

Tudo isto nos leva a querer convidar mais pessoas a virem compor conosco este grupo que já mostra bons serviço em prol da Formação do Professor, principalmente daquele professor dito Pedagogo.

Por uma questão do concomitância nos horários das apresentações dos trabalhos só temos foto de uma delas (esperamos a compreensão)de todos. 
Nesta foto, um momento na apresentação do segundo trabalho pelo Orientador do Grupo.

Parabéns para nós!




terça-feira, 23 de setembro de 2014

23 SOBRE A DIFÍCIL ARTE DE PESQUISAR



Há dias em que, sinceramente, não consigo me conformar com o posicionamento de alguns “soi disent” intelectuais, pessoas que têm algum conhecimento, mas que, ávidos de estrelato, o guardam para si só, não fazendo desse conhecimento mais que um simples “bico de luz” sob o qual, vez por outra, tentam fazer brilhar as poucas penas coloridas que ainda lhes restam.

Tenho enfrentado nos últimos tempos um pouco dessa trupe decadente quando pratico uma das ações que mais me têm dado prazer no ponto de vista acadêmico, a pesquisa. No entanto, para que a pesquisa seja desenvolvida é necessário que as fontes estejam disponíveis e possam fazer alvo de investigação científica. Muitas dessas fontes, principalmente aquelas a que chamamos de fontes orais, estão guardadas na mente de quem, por exemplo, vivenciou determinado fato histórico. O grande problema que se coloca hoje é, justamente, o quanto esses detentores da informação estão ciosos de seu saber, a tal ponto de não revelarem a outrem o que sabem, impedido a sistematização desse saber e da divulgação do mesmo. Meadows (1999) enfatiza que é desperdiçado todo esforço investigativo se não se fizer a divulgação dos resultados das pesquisas e esta é uma realidade não só de nossas universidades que estão de prateleiras cheias (PRETTO, 2008) e a população ficando analfabeta. Este fato se aplica, logicamente, a esses falsos intelectuais que guardam para si o que sabem. Destarte, há a necessidade da comunicação científica, pois ela se constitui parte essencial no processo de criação de todo conhecimento científico. O conhecimento, para que assim seja considerado precisa ser produzido, publicizado, contestado, comprovado, criticado e só então, depois de algumas destas passagens, se pode dizer que um novo conhecimento foi, efetivamente produzido.

Nós pesquisadores necessitamos das fontes para podermos argumentar a nossa construção. Se essas fontes nos forem escondidas o saber que poderia ser construído pode acabar indo para o terreno do esquecimento e nunca chegar a ser confirmado enquanto tal. Pessoalmente tenho/venho sofrendo disso. Terei que ser mais hábil para fazer as pessoas falarem.




Referências Bibliográficas:

MEADOWS, A. J. A comunicação científica. Brasília: Briquet de Lemos, 1999. 268 p.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

22 E ASSIM ME PERCEBO PRODUZINDO

Hoje pela manha levantei com aquela necessidade de produzir um texto que trouxesse para meus amigos alguma reflexão sobre a questão que debatemos "Formação de Professores". Sabem como é.... a noite bem dormida, o corpo repousado, a mente liberta e as ideias fluem.

Entre um e outro pequeno afazer doméstico - aqui em casa cada um tem sua missão a cumprir, sentei diante da tela do computador e "lá vamos nós"! Resolvi retomar a leitura - ou melhor, a reflexão de mais um texto de Nóvoa para incentivar meus alunos a construirem conceitos a partir das ideias desenvolvidas por esse autor.

Não sei se pela leveza do meu ser, como já registrei no primeiro parágrafo, se pela beleza do texto de que tento me apropriar mais profundamente, fui colocando uma letra diante da outra até formar palavras, que formaram frases, que tinham sentido e que se entrelaçavam de uma forma tão fácil, que quando dei por mim estava com pouco mais de dez páginas escritas. Quando a ficha caiu percebi que tinha em mãos um razoável artigo para publicar.

Conclusão lógica: Vocês vão ficar sem ter acesso a essa produção, pois se destina à publicação e eu fico na ansiedade e na dúvida se um dia esse artigo vai passar por uma tipografia e ser impresso. Costumam dizer que a esperança é a última que morre! A minha, confesso, diante das barreiras que nos são colocadas pela seletividade que impera no setor - onde só "os amigos" têm vez - está bastante debilitada e já em estágio de pré coma e pré morte! Talvez algum "médico do impossível" lhe traga alguma energia suplementar que a possa reanimar e criar forças para vencer essa luta inglória!

Abraços a todos.









segunda-feira, 15 de setembro de 2014

21 - FORMAÇÃO DE PROFESSORES: UMA OUTRA OPINIÃO

Nas andanças pela internet em busca de opiniões que me ajudem a consolidar o meu pensar sobre a deficiência da formação do educador, deparei-me com esta relíquia no sentido do valor que aporta à nossa discussão.

Neste pequeno vídeo de pouco mais de 15 minutos temos frente a frente dois bons pensadores da questão: De um lado, a Dra. Selma Garrido Pimenta que para mim dispensa apresentações e do outro lado da mesa (se assim posso falar por se tratar de uma entrevista) Luiz Carlos de Freitas que não é um total desconhecido, mas com quem, confesso, não tinha muita "intimidade"!

Temos em comum o pensamento de que o professor não é único culpado pelo fracasso do estudante, pois, também para ele, o discurso político não se concretiza em ações voltadas para a elevação da qualidade da formação tanto do professor quanto do aluno, prejudicando a qualidade educacional no país. 

Freitas traz um alerta sobre uma possibilidade para a qual devemos ficar bastante atentos: A TERCEIRA VIA educacional que, segundo ele já está sendo praticada em alguns países vizinhos e que, na verdade, nada mais é do que uma nova forma de ampliar a exclusão pela educação.

Uma crítica bem azeda ao estudo por apostilamento que apenas beneficia algumas empresas do ramo, e, ainda sobre um crime ético que se comete no Brasil com a Promoção Automática.


Sugiro a todos a assistirem bem calmamente à entrevista e em especial o pessoal do grupo de estudo.




 

domingo, 14 de setembro de 2014

20 - INFORMAR É PRECISO

É bem possível que a maioria dos meus leitores neste espaço desconheçam  a minha paixão por me comunicar por escrito. Não sou tão bom quanto desejaria, mas vai dando para o gasto. Sendo assim devo informar que este é o 5º blog que mantenho (+ ou -) em atividade. Digo mais ou menos, pois de uns tempos para cá relaxei um pouco com os outros quatro. Permitam que eu lhes apresente os outros:

 http://assuntandoaformacao.blogspot.com.br/ - está com 130.980 visitas e sem movimento desde nov/2013.

http://profmanuelfernandes.blogspot.com.br/ - está com 197.860 visitas e inativo desde nov/2013.

http://spp-sociedadedospedagogospensantes.blogspot.com.br/ - está com 40.540 visitas e inativo desde nov/2013.

http://fotofatofugaz.blogspot.com.br/ - está com 26.575 visitas e inativo desde nov/2013.

De um deles retiro a seguinte reflexão:


Uma crônica de Rubem Alves. Tenho postado algumas no blog Rumo ao objetivo. Mas também quero dividir com vocês alguma coisa do autor. Vejam só que coisa interessante:

"O ato de ouvir exige humildade de quem ouve. E a humildade está nisso: saber, não com a cabeça mas com o coração, que é possível que o outro veja mundos que nós não vemos. Mas isso, admitir que o outro vê coisas que nós não vemos, implica em reconhecer que nós somos meio cegos... Vemos pouco, vemos torto, vemos errado. Bernardo Soares diz que aquilo que vemos é aquilo que somos. Assim, para sair do círculo fechado de nós mesmos, em que só vemos nosso próprio rosto refletido nas coisas, é preciso que nos coloquemos fora de nós mesmos. Não somos o umbigo do mundo. E isso é muito difícil: reconhecer que não somos o umbigo do mundo! Para se ouvir de verdade, isso é, para nos colocarmos dentro do mundo do outro, é preciso colocar entre parêntesis, ainda que provisoriamente, as nossas opiniões. Minhas opiniões! É claro que eu acredito que as minhas opiniões são a expressão da verdade. Se eu não acreditasse na verdade daquilo que penso eu trocaria meus pensamentos por outros. E se falo é para fazer com que aquele que me ouve acredite em mim, troque os seus pensamentos pelos meus. É norma de boa educação ficar em silêncio enquanto o outro fala. Mas esse silêncio não é verdadeiro. É apenas um tempo de espera: estou esperando que ele termine de falar para que eu, então, diga a verdade. A prova disto está no seguinte: se levo a sério o que o outro está dizendo, que é diferente do que penso, depois de terminada a sua fala eu ficaria em silêncio, para ruminar aquilo que ele disse, que me é estranho. Mas isso jamais acontece. A resposta vem sempre rápida e imediata. A resposta rápida quer dizer: “Não preciso ouvi-lo. Basta que eu me ouça a mim mesmo. Não vou perder tempo ruminando o que você disse. Aquilo que você disse não é o que eu diria, portanto está errado...”

E assim seguimos nosso caminho, aquele que talvez só nós mesmos enxergamos, mas que se nos apresenta como a verdade... a nossa verdade, a minha verdade! Os outros... Bem, os outros são os outros!







19 NÃO PERCA ESTA SÉRIE

Ao ler reportagem do jornal "Tribuna do Ceará" deparei-me com uma série de reportagens sensacionais sobre a qualidade da educação, no Ceará, do Prof. Idevaldo Bodião da UFC.

Recomendo vivamente a leitura e a reflexão sobre a situação que é retratada e, principalmente, sobre as propostas apresentadas como sendo importantes para a retomada gradativa da qualidade educacional. Sempre digo que esse processo é relativamente complexo e que não pode dar resultados imediatos e completos. As transformações sociais precisam ser trabalhadas no sistema de passo-a-passo, sem pressa e com investimentos em diversos campos, dos quais destaco: o político, o financeiro e aquele que mais me chama a atenção - a FORMAÇÃO DOCENTE.

Deixo-lhes o link para que possam ler e refletir profundamente sobre o tema debatido:


Boa leitura!

Estarei sempre ao dispor para uma discussão salutar a respeito!

18 – REFLETIR NA TEORIA PARA PRATICAR NA AÇÃO



Movido por constatações reais ao longo do percurso de formador de profissionais da educação, principalmente daqueles que se destinam à sala de aula enquanto mediadores do processo de aprendizagem, optei por levar ao grupo que coordeno uma experiência real de contato com o material didático a ser trabalhado no seu fazer pedagógico. O objetivo desta atividade está inclusa entre as propostas de discussão que estabelecemos entre nós, em conformidade com a máxima de Nóvoa[1] que nos garante que formar o professor “É isto que não temos feito”.

Uma primeira alegria que, aliás, manifestei alto e bom som de imediato, é que acredito ter entre os participantes do grupo uma parte significativa da “nata” dos alunos que atualmente frequentam o curso. Digo isto pela forma crítica com que se posicionaram diante do material e da ideologia reinante em cada página do mesmo; da maneira como refletiram sobre a necessidade de se trabalhar na formação com o contato direto com esse tipo de material; na compreensão que muitos doa alunos e alunas do curso não têm noção nem mesmo da parte mais simples dos conteúdos – ou pelo menos não enquanto capazes de os fazer entender aos aprendentes da educação básica – e, finalmente, da manifestação da vontade de alargar nosso estudo a um ponto que nos permita visitas de observação a escolas públicas para que melhor possamos relacionar o aprendido na teoria de nossos referenciais com a realidade vivenciada na prática. Fiquei “morto de feliz”!

Esta experiência inicial serve para que eu reforce a minha teoria de que não estamos, efetivamente, dando uma formação inicial condizente com as necessidades dos futuros docentes. Mas este reforço vai ganhar relevância um pouco maior quando, ao terminar este semestre, puder perceber as dificuldades de compreensão, manifestação e registro dos problemas educacionais que os alunos da disciplina de Monografia I vão apresentar. Uma das bases mais fortalecidas para argumentar a minha teoria é aquela que me faz compreender que jamais poderá ser um bom professor aquele(a) que não lê e que tem muita dificuldade em escrever um pequeno texto, extenso de apenas poucas linhas, de forma clara, consistente e coerente. Jamais poderei generalizar, mas permito-me dizer que é grande o percentual de alunos(as) que estão dentro dessa realidade. Por isso não há como continuar gritando por uma educação de qualidade enquanto os formandos para o exercício da profissão docente se enquadrarem dentro dessa triste realidade.

Compreendo ainda que é extremamente impossível, principalmente com a carência de professores formadores que registramos, trabalhar todos os candidatos para que adquiram o saber básico necessário a um melhor desempenho da função docente, mas também não é menos verdade que um percentual elevado dos formandos em Pedagogia não se destinam ao “mercado da educação”, pois o seu objetivo é, apenas, conseguir algum diploma de nível superior, independentemente de qual seja, atendendo dessa forma às imposições do deus capital que exige, a cada dia, mais formação para que você produza cada vez mais, recebendo cada vez menos. Esta afirmação tem por base uma pesquisa realizada por mim no curso de Pedagogia nos anos de 2013/14, dentro do Programa de Bolsas de Iniciação Científica, em parceria com uma aluna do curso.

Vou continuar atento às contradições e aos resultados daquilo que mereça destaque para uma discussão mais ampliada, noutro fórum que não este, e que possa envolver mais formadores, visando uma tomada de consciência da realidade formativa de que estamos participando. Sei que não vai ser tarefa fácil, pois resistências já surgiram antes mesmo que o fato tenha sido consumado, imagino no calor da discussão o que não estarei sujeito a ouvir.

Mas essa é a minha luta... Não sou brasileiro, mas também não desisto com facilidade!  


[1] Veja o post nº 9.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

17 – ATIVIDADES PROGRAMADAS PARA O PERÍODO DA GREVE



Eu falei ontem, muito rapidamente, sobre a problemática que o movimento paredista pode acarretar para a nossa comunidade acadêmica, principalmente por conta da ruptura que acontece no processo de assimilação de conteúdos sujeitos a esse tipo de contratempo. Hoje quero voltar um pouco mais ao assunto.

Apesar de estarmos a apenas um mês após o início das atividades letivas, já pode haver perca significativa/significante na interrupção do constructo de novos saberes. Esta assertiva será tão mais real quanto maior for o período de paralisação e será diretamente proporcional ao gozo de “férias” antecipadas que muitos docentes/discentes tiverem.

Na minha formação “na luta” aprendi que o tempo de greve é um tempo de mais intensas atividades, principalmente aquelas voltadas para a construção de sólidos conceitos de pertencimento a uma classe social/trabalhadora; de consciência progressista; de unidade ideológica e, por fim, de mobilização de forças em prol de uma causa.

Em outras oportunidades já participei com algum grau de intensidade das manifestações e outras práticas visando dar maior visibilidade aos movimentos. Agora, contudo, um pouco mais cansado (efeito da idade, mas, por favor, não comentem com ninguém!) e um pouco mais experiente adoto uma prática que trará, quiçá, resultados mais duradouros que as manifestações de rua – mas entendam que esta é uma compreensão minha e que não tenho a menor das ideias de a inculcar em seu ninguém, que cada um aprenda com suas práticas, pela auto avaliação e pela prova real que deve fazer ao final da soma dos diversos resultados que for obtendo.

Todo este discurso explicativo para dizer, finalmente, que de acordo com os participantes do grupo de estudo que coordeno resolvemos que durante o período que o movimento grevista durar iremos intensificar nossas atividades relacionadas ao estudo que fazemos, pois temos a compreensão de que o aprofundamento da temática foco do estudo (Formação de Professores) é uma excelente forma de criar consciências críticas e hábitos salutares para o desenvolvimento de todo o tipo de luta que será necessário travar ao longo do percurso, inclusive os movimentos reivindicatórios por melhores condições de trabalho/vida. Aproveitaremos os tempos não ocupados por outras atividades para dar um impulso maior a nossas leituras e análises dentro do contexto que se vivencia.

Um movimento de greve, lícito, terá mais chances de ser bem sucedido se puder contar com participantes esclarecidos e conhecedores de seus direitos e deveres. Por esse motivo, ser um multiplicador desses preceitos tem sido para mim uma forma de luta que venho abraçando. Tento fazer a minha parte...

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

16 - DE PÉS NO CHÃO



Hoje, depois de alguns dias afastado do meu blog – não por vontade própria, mas por imposição de afazeres profissionais – estou de retorno às atividades. Curiosamente, este retorno coincide com mais uma ação paredista, um novo momento dentro do movimento iniciado há alguns meses e que estava suspenso por conta das promessas (falsas, todas elas) do governador do estado que está de mala pronta para deixar o cargo. Antes mesmo de continuar é conveniente dizer que o grupo de estudo sobre a Formação do Professor continuou e manteve suas ações através de um novo encontro que desta vez teve uma orientação mais prática, condizendo com a teoria que ali se defende. A essa prática voltarei mais adiante, depois de exteriorizar meu parecer a respeito do movimento grevista que vamos enfrentar.

O movimento, em si, é uma oportunidade pedagógica ímpar, considerando a formação geral do futuro profissional destinada a um campo de trabalho no qual o trabalhador – quando não pela via da imposição direta, aberta e descarada é, pela falta de conhecimento e medo de represálias – partícipe da consolidação do status quo gerado e gestado pelo capitalismo. Nesse sentido, o movimento tem meu apoio, pois ele representa a nossa última esperança de vermos algumas de nossas reivindicações atendidas. Vale ressaltar que essas reivindicações estão centradas, essencialmente, nas condições de trabalho, não havendo neste momento pressão maior por vencimentos. Queremos SALAS DE AULA um mínimo que se pode oferecer a uma instituição que se diz de ensino e ensino superior. Queremos SALAS PARA ATENDIMENTO AOS NOSSOS ALUNOS, pois tanto eles quanto nós somos merecedores desse mínimo de condição para que possamos desenvolver nossas atividades de ensino/pesquisa/aprendizagem. Além destas “mordomias” (sem as quais fica indecente que o estado venha exigir resultados) queremos condição de acesso irrestrito à internet em todos os campi da instituição e, aquilo que é a condição primordial – queremos PROFESSORES EFETIVOS com um grau de urgência tão grande que se tivesse  acontecido nos anos passados não teria sido cedo, imaginem se vierem dar para amanhã, para o ano que vem... Nossa “pedida” ainda comporta outros elementos, todos deste mesmo naipe. É preciso fazer ver ao Sr. Governador que deve ter mais respeito com a educação, em todos os níveis.

Mas dizia eu que sou, portanto, favorável ao movimento, não sem, no entanto, fazer minhas ressalvas. No momento em que greve foi suspensa APENAS ACREDITANDO NAS PROMESSAS – tentei alertar para a realidade que estava sendo preparada: o golpe governamental, feito aquele mau elemento, caloteiro, que vive dizendo que vai pagar amanhã, depois, na próxima semana... e espera que você morra para a dívida ficar saldada. Mas uma voz isolada no meio de tantos Drs. em conhecimentos dos meandros da politicagem não consegue fazer-se ouvir. E a greve foi SUSPENSA!

Ora, para retomar o movimento basta a Assembleia decidir e se restaura o processo sem mais delongas. E aqui ficam duas considerações para quem quiser ponderar, analisar e corrigir se assim compreender, para que nas próximas greves este fato não aconteça:

1 – Se é suficiente que a Assembleia decida (e foi decidido), por que esperar para segunda feira e não iniciar o movimento imediatamente? Uma pequena ponderação: Alguém acredita que os alunos, sabendo que segunda feira não mais haverá aulas, devido à greve, vão comparecer hoje, quinta e amanhã sexta? Só mesmo os sonhadores acreditam nisso! Logo. Primeira falha.

2 – o Efeito que se pretende obter agora com o movimento grevista é exatamente o mesmo que se teria se a greve tivesse sido iniciada, antes do começo do semestre. Quem idealizou esta ação, tem consciência disso? Apenas argumentando um pouco: agora que o semestre foi iniciado há que lhe dar um fim em qualquer tempo e condições. Quem perde? Todos perdem. Férias? Já lá vão! Calendário que coincida com aquele dos filhos e se possa programar uma atividade de lazer? Deixa de existir!

Para finalizar. Acredito que pela forma como esses movimentos são (?) planejados a categoria acaba perdendo não só força, como também respeito, considerando que muitos daqueles que não estiveram na Assembleia (muitos, infelizmente) e os que votaram contra a greve (poucos, por sinal!) vão dizer que têm o direito de ministrar suas aulas e vão aparecer causando constrangimento nos dois setores – docente e discente. Dirão, contra estas minhas palavras, que esses são os “meandros” da greve. Retruco: Não há mal que não possa ser, pelo menos, minimizado. Compreendo perfeitamente que numa tal situação existem três forças: os opressores, os oprimidos alienados e os oprimidos revolucionários. Quando a terceira força não consegue suplantar numericamente as duas outras, o fracasso está garantido. No nosso caso ainda não representamos a maioria que se deseja poderosa e capaz de reverter uma situação. Acredito que temos um recado a passar, mas nossa voz corre sérios riscos de ser silenciada com facilidade face à exígua força que representamos neste momento. Quem sabe, com a adesão mais maciça das duas coirmãs tenhamos força para atingir algum de nossos objetivos. 

É o meu desejo, mas tenho os dois pés no chão.