Aos interessados

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Sejam todas e todos muito bem vindos ao nosso grupo.

Estamos ao vosso dispor para aqui publicarmos as vossas reflexões sobre a temática da Formação de Professores.
Para publicar, basta que enviem cópia digitada em words para o e-mail do administrador que, após moderação (principalmente contra plágios) e aprovação, se fará um prazer em veicular as vossas produções.
Para maiores informações visualize o registro do grupo junto ao CNPq através do link:


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sexta-feira, 31 de outubro de 2014

43 SOBRE EPISTEMOLOGIA

Sexta feira, 31 de Outubro. Dia de bruxas!

No lugar de "pavor" quero trazer aos meus leitores uma possibilidade de aprofundarem seus conhecimentos sobre epistemologia e didática. Este conteúdo tem um alvo certo, sobre o qual posso agir e que é rodeado de muitos outros alvos (tantos quantos possam ser os interessados no assunto) sobre os quais não posso interferir mais diretamente.

Aos meus bolsistas e parceiros no "GE" sobre Formação de professores recomendo altamente a atenção necessária, pois nosso fazer/estudo tem muito a ser enriquecido pelo aprendizado que pode advir do acompanhamento do curso. Na próxima reunião do "GE" espero poder discutir com vocês um pouco sobre a temática numa relação dialógica com os objetivos desse nosso trabalho.

O curso pode ser acessado através do link:

Fica a dica.

Bom fim de semana!   




quinta-feira, 30 de outubro de 2014

42 IC - O MUNDO AINDA TEM JEITO

Hoje tivemos a continuação das apresentações dos bolsistas de IC. Numa bela apresentação oral, o Israel deu conta do seu recado. Se alguém falhou, esse alguém fui eu, pois o meu telefone não parava de tocar e nessas paradas de atenção nem uma única foto fiz do meu orientando. Fico devendo essa!

Mas como nós não estamos participando em nenhum concurso de foto, acredito que foi muito válida a oportunidade dele e eu escutarmos algumas sugestões para o desenvolvimento da nossa pesquisa.

Resta-nos, agora, sentar e colocar as ideias no papel. O tema é bem atual e palpitante, oferece-nos uma porta bastante larga para entrarmos e sairmos à vontade conservando sempre um olhar crítico sobre o problema que estudamos: "O recrudescimento do neotecnicismo"!

A nossa IES está em greve, mas a pesquisa permanece em sua atividade plena, tanto que estamos em meio ao acontecimento da Semana de IC. Lamentamos que nem todos (docentes e discentes) possam estar presentes e prestigiar os trabalhos desenvolvidos, mas assim mesmo alguns fatos merecem destaque. Um desses fatos que desejo ressaltar e que, de alguma forma vem corroborar a importância da formação docente, diz respeito à felicidade que me invadiu quando ao chamar para apresentação do seu trabalho a uma determinada senhorita, fiquei sabendo que ela era aluna do ensino médio numa das cidades vizinhas a esta nossa. Bela demonstração de querer e de empenho do seu orientador que nos confidenciou a existência de outros trabalhos nesse mesmo nível de ensino. Foi levantada a necessidade de um maior intercâmbio entre Universidade e Escola, entre pesquisadores credenciados pelas instituições de apoio e fomento e os "grupos de pesquisa" existentes e a existir nas escolas. Coloco grupos de pesquisa entre aspas, pois foi assim que eles nos foram colocados por dois professores do ensino médio (um dos quais o orientador da apresentadora) e outro que participa no desenvolvimento dessas atividades. De nossa parte, informamos da existência de um programa na universidade de PIBIC/EM, mas temos a plena consciência de que não é possível à universidade dar conta de mais toda essa demanda, principalmente agora que o governador quer implantar um regime quase que exclusivo de professor universitário amarrado ao "chão da sala de aula". De minha parte lancei a proposta de se estudar a possibilidade de haver uma parceria entre professor da universidade (como autor) e o professor da Educação Básica (como coautor), para facilitar o acesso ao fomento das pesquisas desenvolvidas no Ensino Médio. Aguardemos tomadas de posições.

Quanto ao mais, o dia foi fértil e o cansaço final não parece pesar tanto nos nossos ombros por conta da sensação do dever cumprido.    





quarta-feira, 29 de outubro de 2014

41 APRESENTANDO RESULTADOS

Estamos na Semana de Iniciação Científica (SIC) e como tal temos que dar conta de nosso trabalho nessa área. Neste ano conto com dois bolsistas pra a realização de duas pesquisas dentro da área de História da Educação que funcionam em paralelo com o Grupo de Estudo (GE) que me completa no meu prazer de ajudar os outros a crescerem. 

@s alun@s que são bolsistas também fazem parte do (GE). É uma relação quase umbilical e que tem mostrado alguns frutos. É possível melhorar? Sempre! Mas a felicidade de perceber o avanço dos outros é, para mim, incomensurável. Dedico-me a isso o tanto que posso e não o quanto desejaria. A vida tem desta imprevisibilidades.

Ontem, finalzinho da tarde foi a vez de Lindelma apresentar sua produção no seio da pesquisa: "Seminário da Sagrada Família em Crato/CE: Uma história para contar". A pesquisa é recente, mas a bolsista apresentou com desenvoltura o já coletado sobre a história dessa instituição. Parabéns!

No registro fotográfico o momento de apresentação para o avaliador (foto 1) e outro em que ela posa com o seu orientador (foto 2).

          Foto 1



          Foto 2

terça-feira, 28 de outubro de 2014

40 NEM SEMPRE INOVAR É PRECISO

Avançando a leitura que venho fazendo de Nóvoa (2003), percebo uma mensagem bastante explícita em meio a um parágrafo que nem é tão longo, mas importante o suficiente para me fazer parar e refletir com vocês algo que, para mim, é deveras perturbador. Antes de fazer qualquer outro comentário ou consideração, vejamos as palavras do autor, para depois fazermos as análises devidas. Diz-nos ele que:

Os pedagogos com a sua eterna necessidade de inovar dão origem, muitas vezes, a modismos passageiros, que colocam os professores na defensiva, cépticos. A moda é a pior maneira de encarar os debates educativos. A moda dispensa-nos de pensar (p. 5).

Está aí! Está dito e precisa ser refletido.

Não cabe aqui, pelo menos não neste momento, discutir a pressão que as instituições fomentadoras da educação exercem sobre os formadores para que eles “produzam papers” e como isso implica, quantas vezes, em verdadeiras divagações a que alguns estão chamando de orgasmos intelectuais forçados. A esse assunto viremos mais adiante. O que desejo debater aqui é a função do pedagogo enquanto pensador e enquanto professor.

Enquanto pensador ele estará na sua real função, já que a Pedagogia é a ciência que estuda a educação e pode ser considerada a ciência que se preocupa com os caminhos e descaminho que a educação percorre. 

Enquanto professor, como se quer que assim seja no Brasil, não percebo uma formação condizente com a função. A se manter essa postura de querer que o pedagogo seja o professor estaremos perpetuando uma formação que não atende bem nem a uma, nem a outra das finalidades.

Nóvoa, na sua visão sobre a formação do professor vai dizer-nos que:

É evidente que a Universidade tem um papel importante a desempenhar na formação de professores. Por razões de prestígio, de sustentação científica, de produção cultural. Mas a bagagem essencial de um professor adquire-se na escola, através da experiência e da reflexão sobre a experiência. Esta reflexão não surge do nada, por uma espécie de geração espontânea. Tem regras e métodos próprios (p. 5). 
  
Ora, o que se pode entender por estas palavras? Para início de conversa, a função da universidade na formação do professor: proporcionar o espaço da reflexão (teoria) sobre a ação/experiência vivenciada na escola (prática). É sobre esta relação que a construção da práxis deve ser desenvolvida. Pelas suas palavras fica fácil entender que essa construção não pode ser feita ao belo prazer dos formadores (como muitos imaginam que assim deva ser), mas que existem regras e métodos próprios e adequados para isso. Cabe aqui uma pequena questão pelo seu tamanho, mas enorme pelo seu sentido/significado: Onde estão nossas regras e nossos métodos?

Vou continuar afirmando que enquanto não for feita uma análise profunda da finalidade do curso que oferecemos, enquanto não pararmos para refletir sobre a nossa prática, não poderemos esperar melhores resultados das ações desconexas que todos nós praticamos com as nossas inovações, como se cada um de nós fosse o “salvador da pátria”. O próprio Nóvoa nos conclama para a união de pensares e de fazeres após a discussão dos objetivos a serem alcançados.

Fica mais uma reflexão.










39 PESAR.

É com pesar e fortemente entristecidos que lamentamos o falecimento de um irmão de uma das componentes do nosso Grupo de Estudo (Lindelma)

A PAZ para ele e o conforto para a família Jurumenha, enlutada.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

38 – SONHAR AINDA É PERMITIDO



Para Nóvoa (2003), a atualidade da função docente pode ser traduzida por uma constante tensão entre o ser e o fazer, principalmente face aos problemas que o novo professor enfrenta no seu dia a dia enquanto profissional. Adianta mais, ainda, quando relaciona esses problemas à má formação inicial e à maneira como esse profissional é jogado no mercado de trabalho, nas suas próprias palavras fica evidente essa realidade:

O problema é particularmente grave nos jovens professores, que são atirados para as escolas sem qualquer apoio, sem qualquer suporte das instituições de formação inicial ou dos seus colegas. Caem de pára-quedas na realidade escolar e travam uma verdadeira “batalha de sobrevivência”. Importa alterar esta situação e enquadrar devidamente a fase inicial de docência, encarando-a como um momento propedêutico e probatório (p.p.3-4).

Encontro aqui a argumentação necessária para a chamada a uma discussão séria e objetiva da formação que estamos oferecendo aos nossos futuros professores e, muito mais ainda, deixar um alerta para a premente carência de acompanhar nossos formandos até à sua inclusão no mercado de trabalho.



Já antecipo – por favor, não me peçam os números ganhadores da loteria – as principais questões que vão iniciar o debate: 1 – Que fazer pela formação? 2 – Como fazer para melhorar essa formação? 3 – O que eu devo fazer para “acompanhar o formando”? Preocupo-me especialmente com a terceira questão, visto as duas primeiras são o motivo da existência desta minha reflexão no GE sobre formação do professor, no qual tenho a companhia de cinco corajosos que resolveram enfrentar a problemática que lhes coloquei.



O “acompanhamento” que referencio, ajudado que sou pelas palavras de Nóvoa, não precisa ser do tipo “pegar na mão do aluno” e conduzi-lo a algum lugar. No país de Nóvoa, que também é o meu, costumamos dizer que há muitas formas de pegar o rato, seja na ratoeira ou outra qualquer modalidade de “caça” a bichos indesejáveis, isto significa, no nosso caso, que temos muitos casos de Acompanhar a evolução, a progressão, o caminhar de nosso formado. Da simples preocupação de manter com eles um contato para saber “da sua vida profissional”, à oferta da possibilidade de realização de curso de pós-graduação que efetivamente ultrapassem os aprendizados da graduação e não sejam a repetição pura e simples dos conteúdos já vistos, como é costume fazer, até a uma orientação que os incentive ao prosseguimento dos estudos em níveis mais elevados como o mestrado e o doutorado.



Esta última sugestão faz-me pensar com determinado sentimento de inveja boa (se é que isso é possível) no Curso de Formação de Professores (CFP) em Portugal, dos quais os professores saem ao final de cinco anos já portadores de um mestrado. Essa é a regra geral. Como seria bom que aqui pensássemos em converter parte do nosso curso de Pedagogia – que na atualidade não forma para nada – num CFP.



Diz-nos Nóvoa (p.4) que:



Programas de formação de professores centrados na escola deveriam ter como ponto de referência este período inicial, este momento de transição de “aluno-mestre” para “professor principiante”. Sublinho, por isso, a importância de uma FORMAÇÃO-ACOMPANHAMENTO nos primeiros anos de exercício profissional. (Os grifos são do próprio Nóvoa).



Sonhar é bom... Ruim mesmo são os pesadelos que, vez por outra, vêm povoar nosso sonhar, pois aí, normalmente, o acordar é doloroso. Mas nem por isso abdico de sonhar!


quarta-feira, 22 de outubro de 2014

37 EM FRENTE, VAMOS!

O dia de hoje está reservado aos "trabalhos internos"! Foi feita a inscrição de todo o GE no IV ENID. A produção está aumentando e com bastante bom nível, o que é muito agradável.

Todo esse nosso trabalho me propiciou uma parada para pensar na possibilidade de criar uma página - aqui mesmo no blog - para que possamos divulgar as nossas produções. Sei que publicar é muito difícil nesta nossa área, por isso, uma das formas de dar visibilidade a essas nossas produções seria a página na net, que ficará aberta ao grande público.

Quero conhecer a opinião dos meus pares nesta empreitada para que possa fazer algo que nos agrade a todos. Por isso, Lindelma, Rayane, Israel, Pedro Wesley e a nossa mais recente aquisição Aretha Feitosa, vocês estão intimados (affff!) a manifestar a vossa opinião sobre esta ideia. Só depois dela é lançarei no ar o que já foi aprovado e publicado pela UFC e depois o material da UEPB.

Aguardo o vosso posicionamento.






segunda-feira, 20 de outubro de 2014

36 TRANSFERÊNCIA DELIBERATIVA E ÉTICA



Retomo a leitura de Nóvoa para fazer um aprofundamento do que ele chama de transferência deliberativa quando se refere ao fazer pedagógico do professor na sociedade do conhecimento.

Segundo ele, essa transferência engendra duas ideias-chave para a formação do professor:

1 – o trabalho pedagógico não está apenas impregnado de “saberes” e de uma “decisão-em-situação”, mas implica uma deliberação, isto é, uma resposta do professor a partir de fronteiras éticas e de um esforço para enfrentar dilemas pessoais, sociais e culturais cada vez mais complexos.
 
2 – a consciência não existe separada das emoções e dos sentimentos (António Damásio) e o acto de ensinar envolve sempre a integralidade da pessoa, implica a totalidade do ser professor e do ser aluno.

A transferência deliberativa proposta por Nóvoa busca refletir, aprofundar e, até certo ponto, melhorar as teorias da “transposição didáctica para explicar a ação docente (Yves Chevallard)”, e a de transposição pragmática de que nos fala Philippe Perrenoud “para sublinhar a importância da mobilização prática dos saberes em situações inesperadas e imprevisíveis”.

Na atualidade percebemos uma grande dificuldade – jamais uma impossibilidade, contudo – para os professores estabelecerem essa fronteira do ético, pois as sociedades – também por conta desse desenvolvimento que as caracteriza – vivem uma “crise existencial” que chega a colocar em xeque até a identidade pessoal dos membros que a compõem. Falar em ética nessas situações é sempre delicado, quando não visto como comportamento “cafona”, face às liberdades excessivas que integram a grande permissividade que se vivencia neste momento da história das civilizações. Falar em ética, sob a minha ótica, ainda é possível quando estamos num grupo ao qual pertencemos, entre parecidos, entre parceiros, mas o professor, no seu fazer diário, convive com a diversidade, com a pluralidade de pensares e fazeres que os seus alunos representam. Como então, estabelecer uma ética capaz de satisfazer todos os conceitos, preconceitos e julgamentos? Não conheço dentro ética um espaço específico para atender a todos os credos e pensares algo como a laicidade para a questão religiosa. Enquanto na religião é possível uma prática que atenda a todos, indistintamente, em questão de ética ou se é, ou não se é, desconheço o meio termo.

A consciência de que nos fala Nóvoa, no segundo ponto da citação, nos coloca frente a frente com a realidade que tento descrever no parágrafo anterior. Muito embora tenhamos que considerar a “integralidade da pessoa” devemos também compreender que cada uma dessas pessoas é única e detentora da “sua integralidade” o que, justamente, a faz única. Ao transportar esses conceitos para o chão da sala de aula é bastante compreensível que qualquer que seja o número de “integralidades pessoais” (alunos) que ali estejam em presença podem melhor compreender a uma “integralidade única” (o professor) e procederem de acordo com essa unicidade, do que o inverso, partindo do princípio de que o professor não pode mudar de comportamento, de postura, de atitude, diante daquela multiplicidade.

Por isso, e como prova da minha necessidade de sempre estar em formação, gostaria que algum amigo que tenha mais conhecimentos filosóficos sobre ética me venha esclarecer caso o meu pensamento esteja menos correto. Juro que sou bom aluno e aceito reprimendas dadas com a moderação necessária e a justa argumentação.

A referência está no post anterior (35).

domingo, 19 de outubro de 2014

35 A FORMAÇÃO PARA A SOCIEDADE DO CONHECIMENTO

O domingo, como outro dia qualquer, também é um ótimo dia para refletir sobre aquilo que nos causa algum tipo de estranhamento. A tarde está calma, apesar do calor excessivo que faz, logo convidativa a que estique uma rede na varanda e, aproveitando um pouco da brisa que vez por outra se faz presente, busque aprofundar a minha leitura de Antonio Nóvoa. Preciso entender a formação dos professores através da sua ótica.

Não preciso de grande esforço para que saltem ao meu olhar dois pequenos parágrafos de um texto que ele escreve aproveitando, segundo ele mesmo, de uma "Adaptação de uma conferência proferida no II Congresso de Educação do Marista de Salvador (Baía, Brasil), em Julho de 2003"*. No texto, Nóvoa nos traz sua visão da questão formativa do professor numa relação direta com o tipo de sociedade que vivenciamos. Para ele são quatro esses tipos de sociedade, mas a mim, neste momento específico, interessa exatamente a última que ele aborda - A sociedade do Conhecimento.

Vejamos, antes de mais nada, o que ele nos diz sobre ela:

"Vivemos em sociedades do conhecimento. Em sociedades que se definem por uma procura incessante de novos conhecimentos e tecnologias, por uma quase angustiante necessidade de formação e re-formação, pela sensação de que estamos sempre desactualizados".

Vejo-me aí, literalmente retratado. A angústia é marcante e marcada na e pela constante preocupação em confirmar o já sabido através do teste que é possível efetuar pelos cada vez mais modernos métodos que, tal diz o autor, nos fazem sentir sempre desatualizados. Através de equipamentos/tecnologias reconhecemo-nos perdidos em meio às informações que surgem quase à velocidade da luz. Uma formação inicial não consegue, assim como já anteriormente não conseguia, dar conta da necessidade social de conhecimento e, por conseguinte, precisamos estar constantemente agindo-refletindo-agindo numa prática dialética de fazer. 

Diz-nos Nóvoa que o professor e a sua formação necessitam acompanhar as sociedades. Isso só é possível, como ele muito bem coloca, quando a prática no nosso fazer se traduz por uma reflexão a partir do nosso relacionamento com essa sociedade. As palavras de Nóvoa apontam nessa direção.   

"Quero referir-me a uma reflexão sistemática sobre as práticas, a uma análise “clínica” de casos e de situações. Há uma parte de cientista no trabalho do professor: na aquisição do conhecimento, no estudo aturado, no rigor da planificação e da avaliação. Mas há também uma parte de artista, no modo como se reage a situações imprevistas, como se produz o jogo pedagógico". 


A minha mente reflexiva está permanente ativa e em busca de novas formas de fazer/ser/estar na e em sociedade. O meu lado artístico, contudo, tem deixado a desejar, na medida em que ainda não aprendi a mentir convincentemente como faz o bom ator teatral para nos transmitir sensações que nos levam ao mundo da fantasia. Mas entendo! Alguém tem que enfrentar a realidade, de pés no chão.

Vou continuar a leitura de Nóvoa!


* NÓVOA, Antonio. NOVAS DISPOSIÇÕES DOS PROFESSORES: A escola como lugar da formação. II Congresso de Educação do Marista de Salvador (Baía, Brasil), em Julho de 2003. Disponível no site da internet: http://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/685/1/21205_ce.pdf, acessado em 19/10/2014.