Aos interessados

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sábado, 28 de março de 2015

124 VOCÊ VAI GOSTAR

Este foi o meu mês. Ontem, completei mais um ciclo completo a que nós pobres mortais chamamos de ANO. Foi muito bom receber abraços, presentes, palavras de incentivo, carinho e a certeza que a minha caminhada não tem sido solitária. Não vou citar ninguém para que outros tantos não se possam sentir menosprezados pelo esquecimento ou pela posição que por ventura possa ocupar na minha listagem. Apenas digo que vocês são todas e todos especialíssimos na minha vida, cada um da maneira que é e sabe que é.

Mas, já que este é, então, o meu mês dos presentes devo dizer que fiz a entrega dos livros da promoção à ganhadora a minha ex-aluna Helondina Cândido. para recompensar todos os restantes, da forma que gosto e mais aprecio, vou deixar com vocês todas e todos o meu presente: Uma listinha de filmes que podem ser vistos por Educadores, Pais e ou qualquer outra pessoa. Sei que muitos mais existem (afinal a indústria cinematográfica está aí a mil por hora), mas estes são (para mim) especiais. Por isso o oferecimento.

Façam bom uso dos ensinamentos que deles podemos retirar. Não esqueçam que somos eternos aprendizes!


Quando sinto eu já sei (Com base na teoria do J. Pacheco)

A educação proibida (desenho super legal)

Além da sala de aula

entre os muros da escola

Como estrelas na terra (legendado - 2h25m)

Mãos talentosas (motivacional – 1h30m)


DOCUMENTÁRIOS

Mitã (brasileiro, 52 min)

Quando tudo começa (francês 30 min)

Sementes do nosso quintal (brasileiro – José Pacheco – 5min)



Bom final de semana e mais uma vez obrigado por serem meus amigos!








quarta-feira, 25 de março de 2015

123 APENAS A UTOPIA, NADA MAIS RESTA!



Luto, esbravejo, debato-me, solto impropérios e tudo isso pelo simples fato de querer ver, sentir e praticar uma educação de qualidade. Mas das duas uma: ou sou louco, ou desajustado que não se enquadra na atualidade com a perfeição que ela exige.

O primeiro adjetivo pode derivar dessa tal utopia que, acredito, jamais deva morrer; o segundo pode ser resultado de políticas nefastas que me impõem sob o manto da “Pátria Educadora”.

No primeiro caso talvez precise de um tratamento de choque, quiçá processo cirúrgico, que me arranque as lentes progressivas que o conhecimento foi colocando diante dos meus olhos e que ampliam meus desejos de avanço social qualitativo.

No segundo é bem possível que o diagnóstico aponte a necessidade de “estagiar” em alguma instituição destinada a curar (está na moda essa coisa da cura!) revoltas injustificadas contra o status quo.

Sair por aí em defesa de uma educação de qualidade, de processos formativos diferenciados, de vontades de grandeza educacional para um povo que merece mais que tudo isso é, no mínimo, utópico e/ou quixotesco, diante de propostas aprovadas e que logo estarão em aplicação de validar automaticamente qualquer curso feito no exterior ou em instituição do exterior que ofereça seus serviços ao povo brasileiro. No sonho utópico vislumbro um “avanço social qualitativo” – pura quimera – pois o que é importante (aos olhos dos legisladores) é o “avanço QUANTITATIVO) e o lucro do capital.

Mas não abro mão do meu sonho. É a última coisa que me resta e na qual ninguém pode colocar freios ou grades.


OBS: sobre esta notícia:

domingo, 22 de março de 2015

122 BONS ALUNOS, ÓTIMOS PROFESSORES

Um parágrafo de um texto brilhante me fez parar para a reflexão. São palavras simples, exatas e diretas que não deveriam deixar margem para qualquer tipo de dúvida, principalmente quando, como num momento como o atual, enfrentamos mais uma crise no âmbito da educação brasileira. 

Antes de maiores considerações vejamos o parágrafo em questão:

O Brasil tem um verdadeiro fetiche pela sala de aula! Em universidades de ponta, a carga semestral obrigatória do professor não ultrapassa 4 créditos. Na prática, os professores e alunos passam muito menos tempo em sala, justamente porque se dá mais valor à independência dos aspiras. O bom aluno do ensino superior gasta a maior parte do seu tempo estudando por conta própria, sozinho ou em grupo, através de tarefas orientadas ou leitura espontânea. O momento em sala com o professor na aula teórica (lecture ou Vorlesung) serve para apresentar ou consolidar o conteúdo principal, receber orientações, tirar dúvidas e passar tarefas. No Brasil, castramos a individualidade, a criatividade, a autonomia, a iniciativa e o livre pensamento, porque insistimos em adestrar os alunos em cativeiro.


A primeira exclamação do texto é puramente terrível. E disso não tenhamos a menor dúvida. Basta olhar à nossa volta e depois focar nosso próprio umbigo para percebermos essa triste realidade.

Venho lutando - com um pequeno, mas animado, grupo de parceiros - para expor minhas ideias sobre uma educação que pode ser diferente da atual, sem perder em "qualidade", muito pelo contrário: incentivando a melhoria da qualidade que só se consegue através da prática de ações que induzam o aprendizado autônomo - supervisionado por alguém com um pouco mais de experiência na busca por respostas, do que por "experts" no conhecimento teórico/abstrato.

A nossa realidade precisa ser alterada para que possamos atingir um nível de excelência no processo de aprendizagem e construção de novos conhecimentos - aprendizagem do saber já construído e a nossa colaboração na criação de algo novo, mesmo que esse novo não seja apenas que a forma de olhar o já existente.

Mas esta atitude educacional não pode ser tomada (como as atuais) de cima para baixo, tem que ser uma construção coletiva que precisa iniciar-se lá na sociedade de onde nascem os sujeitos dessa nova modalidade de aprendizagem. Não que não seja possível a prática com qualquer tipo de sujeito, oriundo de qualquer sociedade, apenas quis ensejar o mais rápido resultado. Mas estamos um tanto longe de ver essa utopia se realizar. Ainda teremos que continuar, enquanto pobres executores de políticas retrógradas, a castrar as individualidades e a adestrar nossos alunos para a prestação de serviços a terceiros em troca de uma esmola mensal. 

Quer saber um pouco mais sobre o texto de onde extraí esse parágrafo e do qual recomendo a leitura? Olhe aí:













sexta-feira, 20 de março de 2015

121 I'VE A DREAM

Quem me conhece, mais precisamente quem de mim se aproxima e se permite dialogar por algum tempo sobre educação percebe de imediato que: ou eu sou um sonhador, ou dou uma de louco para melhor passar.

Na verdade - e que ninguém se ofenda com estas palavras - não ligo a mínima para o que pensam ou deixam de pensar; nesse sentido prefiro fazer o meu juízo valorativo sobre as minhas ideias que nutro e que procuro desenvolver.

A minha liberdade de pensar repousa sobre um direito alienável que me é devido e que espero possa ser respeitado pelos outros do mesmo modo que respeito o deles. Mas não estou aqui para falar dos meus direitos, mas dos direitos dos outros, sendo esses outros sujeitos históricos bem determinados e sobre os ombros dos quais vai repousar, em última instância, o futuro da nação. Já devem ter intuído que falo das crianças. Para elas vai o meu sonho mais belo, uma utopia, uma quimera... 

Hoje, nas atividades do nosso GE fomos visitar uma escola para nos aproximarmos o máximo da realidade educacional do país. O que vimos, percebemos e anotamos não pode ser qualificado como "o fim da picada", mas também não pode ser considerado como o "prenúncio do paraíso". E o coração se nos aperta, devagarinho no começo, mais forte depois. Não pensem que visitamos um depósito de seres humanos... nada disso, mas têm razão nossos pensadores (deixo de citá-los, pois são muitos e poderia esquecer algum) que afirmam que a nossa escola mais se assemelha a uma prisão: Grades (curriculares e nas janelas), Disciplina (nos estudos e no comportamento), horários de entrar e sair, salas e lugares marcados, repetições à exaustão...

E nesse momento que o meu pensamento se volta para outras possibilidades, para outras maneiras de fazer a juventude compreender que há um mundo que vale a pena ser vivido, que o saber não ocupa espaço e que o aprender é um dom natural do ser humano, não havendo necessidade de imposições ou de regimes de aceleração, muito menos de idade certa.

No meu sonho eu vejo um espaço grande, aberto, livre, cheio de portadores de informação acessíveis a todos os níveis de intelectualidade, adultos discretos que aqui e ali dão uma orientação, ambiente convidativo à reflexão e à busca do interesse pessoal... um sonho que não seria impossível realizar não fosse a ganância do homem que prefere locupletar-se a ver a nação crescer. Investimentos existem, dinheiro é alocado em quantidade capaz de fazer o meu sonho acontecer, mas a mão grande não tem deixado.

O dia que pudermos ter para oferecer às nossas crianças um espaço como estes que lhes mostro nestas imagens captadas da UOL, nos poderemos pensar como uma nação que se vangloria de ser a sétima potência mundial. Claro que para que isso acontece grande reviravolta precisa acontecer... mas não é de todo impossível.

Com vocês a minha utopia:












quarta-feira, 18 de março de 2015

120 TEORIZANDO PRÁTICAS

Refletindo sobre a proposta que temos para desenvolver no GE - partindo daquele princípio que é preciso teorizar a prática (PACHECO, 2008, p.9) - sinto necessidade de aprofundar mais a argumentação que tenho apresentado para pensar a educação escolar diferente desta que está sendo praticada.  Realizando algumas leituras (que venho orientando nesse sentido da construção de um arcabouço intelectual que permita a reflexão) encontro a seguinte afirmação:

"A sociedade contemporânea é o resultado de projetos conscientes e neles devem ser projetadas oportunidades educacionais. Nossa confiança na instrução especializada e de tempo integral pela escola tende a diminuir; temos que achar outras maneiras de aprender e ensinar: a qualidade educacional de todas as instituições deverá aumentar novamente" (ILLICH, 1982, p.p. 52-53). 

Algumas ideias contidas na citação de Illich estão, hoje sendo colocadas no campo da contradição, pois, por exemplo, a pregação dos dias atuais (atendendo às demandas do capital) volta-se para a intensificação dessa escola em tempo integral. De resto, estou plenamente de acordo com a sua posição - que também é aquela de outros de nossos autores escolhidos - quando afirma que outras maneiras de aprender e ensinar precisam ser achadas. A grande questão a ser colocada, neste ponto, está diretamente ligada aos "interesses" em achar essas alternativas, considerando que estas não serão, com toda a certeza, do agrado da minoria social que detém o poder.

Que alternativas temos para encontrar as "alternativas educacionais" que permitirão elevar a qualidade da educação e, por sua via, o poder de discernimento o nosso povo, a sua capacidade reflexiva e a oportunidade de construirem a sua própria história?

Não há, pela via da legalidade imposta pelas políticas educacionais perpetradas pela elite dominante, um caminho mais aplainado que nos permita realizar ações grupais ou individuais, pois tal como o próprio Illich nos vai dizer logo a seguir, esse prognóstico de uma educação de melhor qualidade "é, no entanto, muito ambíguo". Hoje, pensando sobre algumas possibilidades - por mais parcas que possam parecer - o meu olhar enviesa para uma crítica feita por Marx ao programa de Gotha, que, de acordo com o mesmo Illich (1982, p. 53), "queria proibir o trabalho de crianças", principalmente porque tenho consciência que a educação das crianças também pode acontecer no trabalho, desde que este não seja explorador daquela. 

Esta possibilidade de aprender no e pelo trabalho faz com que a minha reflexão sobre a teorização da prática ganhe corpo e se apresente não como uma aplicação da teoria de Perrenoud do "aprender a fazer, fazendo" mas de uma nova forma de perceber o "aprender a fazer, refletindo, teorizando sobre o feito".

Aguardo, ansioso, a participação dos meus parceiros com as suas reflexões sobre este assunto, pois o momento de enfrentar a realidade que estamos tentando criar está se aproximando. Até lá vou ficar aqui remoendo minhas motivações.