Aos interessados

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sexta-feira, 6 de maio de 2016

DIRECIONAMENTO

Passando para deixar um novo endereço.

Lá tenho "as coisas" mais arrumadas.

A qualidade (para não ser diferente de mim mesmo) é a mesma.

Passa lá! Visita!

http://www.edukariri.com/

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

267 O TAMANHO DA LUTA



O tempo... Ah! O tempo é cruel.
Envelhece o novo; cansa o resistente; afugenta o impaciente; enruga o liso; esmorece o vívido; apaga a chama; anula o expressivo; corrói o brilhante e, enfim, me desanima nos meus mais lícitos intentos.

Bem sei que na vida é preciso haver, sempre, mais que uma corrente de pensamento para que a sociedade possa, ela, usar a seu favor a síntese dessa peleja entre os polos que se colocam frente a frente, numa guerra sem balas, na qual a melhor argumentação sai vencedora. Essa luta eu quero travar; nessa guerra ganharei algumas batalhas e noutras serei vencido – ninguém pode ser sempre o melhor por todo o tempo. Mas terei lutado. Já dizia Emiliano Zapata: “É melhor morrer de pé do que viver de joelhos”. Prefiro morrer lutando a viver fugindo. Recomendo, aos que não me acompanham, o que diz José Martí: “Se não lutas, pelo menos tenha a decência de respeitar os que o fazem”. Belas palavras que o vento e o tempo carregam.

Se uma flor só não é sinônima de primavera, não devo pensar que serei o novo D. Quixote (esta imagem já se tornou recorrente no meu falar e no meu fazer e me faz passar, talvez, por alguém um tanto rocambolesco) na batalha contra os moinhos de vento. Esse vento é forte e tem assolado um sujeito que se encontra fragilizado com o passar de um tempo em que não soube construir defesas e preparar armaduras que lhe permitam resistir aos ataques impiedosos desse vento que sopra sempre do lado mais tenebroso de encontro ao lado mais rutilante.

São os opostos que se enfrentam (ou, talvez, seja uma luta desigual entre quem manda e quem não pode mandar) com armas desiguais. Luta inglória ou talvez nem tanto, mas luta! Às vezes paro, me aquieto arquejante e penso: não dá mais. Mas dá, basta ser persistente e não desanimar.

Mas, como não desanimar? Temos dois exemplos que, por si sós, nos deveriam fazer refletir: São Paulo e Santa Catarina. A educação em caos! Juntemos a esses dois, o caso talvez mais bizarro de Goiás. Marconi Perillo e seus feitos privatizantes através das tais OS. Pensei que já tinha visto tudo... mas de última hora fico sabendo que o Maranhão está seguindo o mesmos passos. Quem será o próximo: Ceará? Rio de Janeiro? E todos os outros. Parece uma peste que se alastra a olhos vistos diante da aparente impotência de um povo anestesiado por alguma nova droga que o liberalismo deve ter descoberto para embrutecer a forma de pensar deste meu povo. Basta olhar o exemplo da Argentina: ainda não acredito que “los Hermanos” elegeram um “pró rican” como presidente que disso tem dado a maior prova ao nomear, inclusive, um cidadão americano para uma das pastas mais importantes do seu governo.

Onde iremos parar, meu senhor?  

sábado, 2 de janeiro de 2016

266 PARA REFLETIR NAS FÉRIAS



Um assunto que vem começando a me inquietar um pouco – e não é de agora, não! – diz respeito à violência que tem grassado no interior de nossas escolas como repercussão da questão social e, ao mesmo tempo, como produtora de novas condições sociais. Haverá algo a fazer para evitar essa propagação? Tenho minha crença e uma proposição a fazer; mas sei que através de uma não chegarei ao céu e com a outra não atingirei (sozinho) os “fazedores de leis educacionais” com tal impacto que possa contribuir para reverter – ou pelo menos para minimizar os efeitos nefastos desses atos de violência no seio da atual sociedade.



Por que existe violência no interior de nossas escolas?

Algumas respostas nós já as conhecemos, ou fingimos que assim é. Outras talvez nos escapem completamente apenas por não estarmos atentos à dicotomia existente entre o nosso discurso e a nossa prática. Vou tentar – sempre de modo superficial ou pelo menos não muito aprofundado – em consideração ao espaço que aqui ocupo, discutir essas respostas. Assim, vejamos com atenção:

“A violência que penetra os muros da escola é gerada na sociedade externa a essa escola”.
- Bela desculpa, sem dúvida, mas bastante ortodoxa; a culpa está sempre nos outros.


“A violência que invade a escola é gerada pela desagregação familiar e a falta de limites”.
- Verdadeira heterodoxia que não se alinha como um argumento muito plausível na busca de uma origem. A culpa deixa de estar “nos outros” para ser colada em alguém mais específico.

“A violência que consome a tranquilidade do ambiente escolar é motivada pela ‘falta de moral’ dos professores”.
- A culpa assume contornos específicos, começa a ficar perto de nós, com endereço certo.

Quantas desculpas mais nós não conhecemos?



Certamente conhecemos um montão de outros motivos, mas independente de qual seja o motivo que apontemos o produto dessa “violência” é uma juventude excluída por um processo oficializado numa instituição que prega a inclusão, mas que, na verdade, pratica essa inclusão via exclusão, isto é, excluindo. Sim, é da escola que eu falo! Dela mesma! Não a escola – imóvel – mas escola política social, a escola aparelho ideológico de estado, como já dizia Althusser.



Pacheco, um educador português, criador de uma escola diferenciada – a Escola da Ponte – vai nos pintar, com um colorido bem carregado, a instituição que percebe e critica. Para ele, a escola pode ser vista como uma prisão: ela tem grades (curriculares); disciplina, para “corrigir desconhecimentos”; provas para mostrar que você, aluno, está atento e assimilando a lavagem cerebral que lhe fazem... A escola, para ele, não deve ser o local onde alguém “dá” aulas, pois tem uma “carga” horária a cumprir, como qual fardo a ser transportado a duras penas.



Ali, na escola como ele idealizou e produziu, a Ponte, o aluno é sujeito do seu aprendizado. 
Ali não se impõem conteúdos preparados para “adestrar” as criaturas para uma finalidade.
Ali se pratica a liberdade de aprender a partir da necessidade de cada um, no seu ritmo e seguindo a vontade individual.
Ali não há classes, todos são iguais e todos sabem e todos aprendem, em conjunto, as mesmas coisas.



Como se percebe, a escola, tal como a que aqui temos não passa de uma instituição propícia a formar outro sujeito que um revoltado. O revoltado gera violência como resposta a uma situação que lhe sonega os meios de ser diferente: não lhe mostra a vida como ela é, não oferece possibilidade de se autossustentar, não lhe oferece segurança, não lhe dá liberdade, cerceia-lhe as expectativas, escurece horizontes...



É preciso que a sociedade ofereça à escola a oportunidade de formar um homem que pense o futuro e não se acomode em apenas reproduzir as ideias de uma porção minoritária da população que tem visão retrógrada e interesses declarados na permanência do status quo educacional.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016