Aos interessados

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Sejam todas e todos muito bem vindos ao nosso grupo.

Estamos ao vosso dispor para aqui publicarmos as vossas reflexões sobre a temática da Formação de Professores.
Para publicar, basta que enviem cópia digitada em words para o e-mail do administrador que, após moderação (principalmente contra plágios) e aprovação, se fará um prazer em veicular as vossas produções.
Para maiores informações visualize o registro do grupo junto ao CNPq através do link:


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Deixe um alô para que possamos saber que esteve por cá. Gostamos muito de todos nossos visitantes.

terça-feira, 30 de junho de 2015

175 ENTREGA DE PRÊMIOS

Finalmente consegui entregar um dos prêmios que atribuí numa promoção deste blog. Parece que as criaturas não acreditam muito no que aqui se promete. É um erro que apenas a elas cabe corrigir. 

Para mostrar a realidade dos fatos trago a foto feita no momento da entrega do livro, que estava para ser sorteado, à justa ganhadora pela indicação de um "júri internacional" como ficou provado aqui mesmo no blog.

Então para deixar vocês com vontade de participarem das próximas promoções aí vai a foto que registra o momento em que faço a entrega (finalmente, pois ela não procurou antes!) do livro de autoria do meu nobre parceiro e amigo/irmão Jurandy Temóteo (a quem, desde já, volto a agradecer a gentileza da doação)para a felizarda, aluna da URCA, do Curso de Pedagogia: Evcris Keila

Outro exemplar seguiu via correio para a Bahia de São Salvador, para o meu amigo Jackson de Jesus, de quem espero um foto para aqui poder divulgar.

  

Fiquem atentos, pois em breve teremos outra promoção.







domingo, 28 de junho de 2015

174 PENSANDO BEM...

Às vezes, quantas, me pego em reflexão sobre o meu estado de estar e fazer no e para o mundo, principalmente para o mundo produtivo. Tento explicar:



Talvez por conta da minha permanente indignação com "as coisas" deste mundo que habitamos, percebo-me tentando dar minha contribuição para a possível - sempre possível - transformação da realidade circundante. É aí que começam a acumular-se as tarefas que desejaria realizar, mas para as quais, por fim, percebo não ter administrado suficientemente o meu tempo de modo a poder contemplar a todas de igual forma. E aí começam os atrasos, as desmotivações e a sensação de que o tempo se esgota inexoravelmente na minha inércia.

Quando ouso reagir e adotar uma sistemática de trabalho mais produtivo dentro da relação ideia/tempo/resultado, o mundo à minha volta conspira para que tudo interfira no desenvolvimento processual da proposta.

No processo dialético que me recomenda sem parcimônia que devo praticar um modelo prático de ação-refleção-ação encontro-me, neste momento no estágio reflexivo (enquanto isso a ação aguarda para me cobrar mais agilidade no meu fazer). Que dilema é este em que a sociedade nos coloca?

Começo a reconhecer - de forma efetiva - a importância de trabalhar em equipe, mas, ao mesmo tempo, me assolam novas questões: E se os interesses forem divergentes dentro da própria equipe? Como lidar com tempos e espaços diferenciados para se atingir um resultado que nem sempre será da total anuência (afinal dizem e acredito que toda a unanimidade é burra!)? E quando surgem resultados divergentes (posto que cada um olha o problema pelo seu prisma pessoal) para um mesmo enunciado? Qual é a pior das práticas: aquela do individualismo seletivo e excludente ou aquela das massificações radicais e extremistas que induzem a "suicídios coletivos"¹?

Quando transporto estas inquietações para o mundo produtivo em que me encontro inserido começo a querer compreender os motivos que me levam a entrar em atrito com outros produtores de conhecimento: a questão ideológica associada a uma falta de reflexão sobre o real estado da arte que desenvolvemos pode justificar a existência de teses diferenciadas e - algumas vezes - diametralmente opostas. Acredito, porém, que de uma síntese conscienciosa poderá render dividendos a todas as partes envolvidas na quizila.

Pensando bem... A quem interessa este meu pensar/fazer? São tantas perguntas... 




¹Não são raros os exemplos das seitas religiosas que praticam esse tipo expediente para, segundo elas, atingirem algum tipo de "purifição indivual"




quinta-feira, 25 de junho de 2015

173 DAVID VERSUS GOLIAS

Vislumbrei uma pequena possibilidade de se melhorar o nosso curso - dito de Formação Docente - com o desenvolvimento das práticas proporcionadas pelo PIBID. Cheguei a propor que esse programa fosse incorporado ao Curso de Pedagogia - de um modo definitivo - criando a possibilidade de TOD@S @S ALUN@S serem benificiad@s com tais práticas e não apenas alguns eleit@s, demonstrando, desta forma, meu apreço pelo programa.

É certo que, olhando pela perspectiva que venho defendendo para a Formação Docente, tal Programa de Iniciação à Docência caminhava a largos passos para que pudéssemos estabelecer uma parceria visando, se possível, uma melhoria que adequasse as práticas à nossa realidade a partir de uma análise crítica do seu desenvolvimento. Não quero significar que o programa não esteja à altura do que nos propomos neste espaço; desejo apenas refletir que nada é tão bom que não possa ser melhorado ou discutido.

Mas, repentinamente, eis que um balde de água fria nos é jogado sobre nossas cabeças, pois a "Pátria Educadora" acaba de anunciar um corte de 50% nos programas que visam a elevação da qualidade educacional. Estamos mal! No momento em que a educação tem que ser internada na UTI de um sistema de saúde tão ou mais falido que ela... a coisa está mesmo má!

Tenho por norma, desde a mais tenra idade, pensar afirmativamente a partir deste provérbio que aprendi quando era bem jovem: "Por falta de um alho não se deve deixar de fazer uma assorda*". Neste caso, não desistirei com facilidade das práticas que o nosso grupo vinha propondo. Tenho consciência das dificuldades que poderemos enfrentar, mas resta-me a esperança de que a nossa união poderá vencer essas barreiras (não naturais) que se podem levantar no nosso caminho.

Eu continuo firme e forte, disposto ao sacrifício. Aqueles que se sentirem motivados a enfrentar essa luta, venham somar forças que agora são mais que necessárias e jamais serão desperdiçadas. 



* Tipo de miga, sopa, feita pela população mais pobre em Portugal, mas que até os ricos apreciam.






domingo, 21 de junho de 2015

172 SARAMAGO QUESTIONA

O escritor português, Prêmio Nobel de literatura, José Samarago, traz para nós um questionamento - em forma de pequeno vídeo - que nos deve fazer refletir.

Assistam o vídeo - que tem só a duração de um punhado de segundos a mais que os nove minutos - ao final do qual ele nos apresenta a questão que me faz pensar. Ao final, por favor e em nome do bom entendimento, tentem responder a questão deixada no ar pelo escritor.

Aproveitem bem o domingo para uma reflexão "light".

 










quinta-feira, 18 de junho de 2015

171 - DIFICULDADES PASSAGEIRAS

Gente, queiram desculpar o parente abandono do Blog, mas trata-se de algo involuntário, na medida em que me encontro sem internet por um período determinado e contra a minha vontade.

A partir da próxima semana estarei de volta com todo gás possível. Afinal as "férias" terminaram e o novo semestre já começou.

Hoje teremos o primeiro encontro do GE pós retorno. Espero bons momentos para este semestre, principalmente com a realização do II Ciclo de Debates sobre Formação de Professores a ocorrer entre 13 e 15 de Outubro!

Vamos à luta!












quarta-feira, 10 de junho de 2015

170 I ENCONTRO DE INTEGRAÇÃO DE AÇÕES DE EDUCAÇÃO DA UFCA

Participei, hoje pela tarde, de uma iniciativa nascente: O "I Encontro de Integração de Ações de Educação da UFCA. Deu para refletir sobre vários aspectos:

1 - A questão da organização e do apoio institucional;
2 - O interesse ali manifestado que se encontra em concordância com o trabalho desenvolvido pelo nosso GE - a algumas propostas próximo;
3 - A participação dos alunos presentes (passaram a tarde toda com a gente), pois tinha alunos dos mais variados cursos (administração, direito, engenharias etc.), todos discutindo formas diferenciadas de fazer educação;
4 - A receptividade.

Quando me apresentei e disse da minha ideia de entrelaçar ideias para uma prática coletiva tive o maior apoio daqueles que estavam presentes, principalmente depois que apresentei resumidamente a nossa missão e falei de nosso referencial teórico. Digamos que lancei a pedra fundamental para possíveis parcerias.

Amanhã à tarde o encontro continua. Se algum outro participante do GE quiser participar podemos ir juntos, após a nossa reunião, que será breve!

Deixo um registro fotográfico do evento:
Abertura com a banda de metais da UFCA

Professores e alunos para o primeiro debate

Segundo tempo: experiências


Aguardemos a continuidade!




169 SANGUE NOVO

Hoje tivemos a posse de quatro novos professores para o nosso Departamento de Educação. Estive presente à tomada de posse, na condição de Diretor de Centro, para prestigiar os recém chegados.

E para fazer a graça do dia questiono:

- Como vamos ficar quando alguém afirmar que foi Tiago (independente da escrita) quem fez? Isto pelo simples fato que agora teremos não um, nem dois, mas TRÊS Tiagos. 

Vai ser difícil! Mas sejam todos e todas muito bem vindos.











terça-feira, 9 de junho de 2015

168 POR ORDEM DA OMS

Apenas para avisar que, por recomendação OMS, estou num período chamado de recesso, já que férias é artigo de luxo! Atendendo a um apelo de alta recomendação como esse, permito-me uma certa liberdade - não libertinagem - na periodicidade das postagens. Mas não estou inativo! Amanhã mesmo estarei levando nosso GE ao conhecimento de outros grupos similares na tentativa de estabelecimento de parcerias que possam produzir bons frutos.

Na próxima segunda feira estaremos de volta ao mesmo, ao cotidiano, à labuta e, quem sabe, como um pouco mais do gás que ainda resta!

Até lá! 














sábado, 6 de junho de 2015

167 E NÃO SE PODE ACABAR COM ISTO?

Diz Nóvoa (2005, p.5):

"As coisas da educação discutem-se, quase sempre, a partir das mesmas dicotomias, das mesmas oposições, dos mesmos argumentos. Anos e anos a fio. Banalidades. Palavras gastas. Irritantemente óbvias, mas sempre repetidas como se fossem novidade. Uns anunciam o paraíso, outros o caos – a educação das novas gerações é sempre pior do que a nossa. Será?! Muitas convicções e opiniões. Pouco estudo e quase nenhuma investigação. A certeza de conhecer e de possuir “a solução” é o caminho mais curto para a ignorância. E não se pode acabar com isto"?

Que bela provocação! Mais que isso: a tradução de uma realidade. Vemos acontecerem eventos e mais eventos para discutir ideias, pontos de vista, opiniões, mas raramente vemos ações provenientes dessas trocas; parece até que cada uma das propostas é, tal como diz o autor, "a solução". Ainda não participei de um evento em que, ao final, os participantes se juntassem para discutir algo comum. Só a individualidade parece prevalecer.

E aí vem a pergunta final: "E não se pode acabar com isso"? Claro que pode. E deve! Aliás, meu caro Nóvoa, você mesmo apresenta uma proposta que me parece ser um dos caminhos para a solução de muitos de nossos problemas educacionais. Repare nas suas palavras:

"Precisa-se, neste “tempo detergente”, de um pacto de silêncio, de uma pausa que permita ver para além da poeira dos dias que correm. Pensar exige tranquilidade, persistência, seriedade, exigência, método, ciência" (p.6).

Também a mim parece que quanto mais se fala, menos se atua, perde-se muito tempo em contemplações que de afirmativa transformação pouco ou nada aportam. No meu linguajar "bicudo" - para ser mais incisivo - costumo dizer que é muito discurso vazio em torno de uma situação que só faz agravar-se.

Na primeira citação um fato me chama a atenção: "[...] a educação das novas gerações é sempre pior do que a nossa [...], também não creio, mas não podemos parar nosso refletir nessa negação. A nossa educação não foi melhor que a atual, mas os métodos de aplicar essa educação, esses sim, foram bem diferentes. E foi isso que fez e está fazendo a diferença. Creio ser por esse lado que precisamos pensar as transformações na educação da atualidade. Não é o único ponto de estrangulamento, mas é, certamente, um dos que mais comprimem o desenvolvimento das políticas educacionais.

Todas as tendências educacionais que foram sendo gestadas procuraram atender a um tipo de sociedade que exigia homens de posturas e saberes diferenciados. Com o avanço do capitalismo e a mercantilização da própria educação perdeu-se o rumo do ato de ensinar e, mais ainda, o valor desse mesmo ato para referendar a postura das novas gerações. Perdeu-se o trem da história. Necessitou-se preparar professores para desempenharem papeis cada vez mais submissos e apenas importantes na massificação social em detrimento da posição de orientadores de seres pensantes e reflexivos dos próprios atos. Caímos numa quase mecanização mascarada de democracia que atende apenas os desejo da menos parcela populacional.

Tal como seu texto, a minha reflexão também  convida "[...]o leitor a desdobrar os indícios aqui apresentados, multiplicando os olhares sobre textos e imagens que, na sua simplicidade, evocam o drama da educação [...]". Façamos isso, mas arriscando mudar ao mesmo tempo aquilo que julgamos fora do eixo que poderá orientar uma transformação no atual modelo educacional. Por que arriscar? Se está mal, poderá até piorar, mas jamais saberemos dessa realidade se a não tentarmos. Eu estou disposto a colocar minhas fichas nesse jogo... só preciso saber quem são os outros jogadores e com tipo de "trunfo" gostam de jogar. É sempre melhor que o poker fechado!

Referência:
NÓVOA A. Evidentemente - Histórias da educação. Porto: Asa, 2005.










sexta-feira, 5 de junho de 2015

166 PRÓ II CICLO DE DEBATES

Hoje saiu o calendário acadêmico para o próximo semestre e nele aparece, no mês de outubro, a data reservada ao "II Ciclo de Debates: Formação do Professor em Questão".

Desde já já conclamo a todos participantes do GE que apareçam na próxima segunda feira, 08/06/15, no horário normal de encontro, para que decidamos, em conjunto, as atividades a desenvolver de imediato e também no curto prazo.

O convite fica formulado, publicamente, para todos/as que queiram vir participar da organização do evento, pois precisamos de mão que queiram ajudar.

Em breve mais notícias a respeito!










quinta-feira, 4 de junho de 2015

165 INSTANTANEOS - FOTOS - CHEC

Meu amigo Zé de rabo-de-cavalo?                           Álbum de família

É, Pedro... A idade apronta!                                           Curiosos....!

Ás vezes dá mesmo vontade...!                   casamento e boa música

Galera fixe!                                                 Disfarça, estamos na fita!

Diga "Xix"...                                                    Mestre José Lourenço

Casal Pimentel.                                                      Pílulas da Alegria!

Colocando a leitura em dia                                   À procura do saber!



Encontros, papos e risos!                                                       Entendeu?







 

164 DO CHEC

Hoje encerrou-se o XIV CHEC. 
Foi uma maratona de saberes revelados. Sorte de quem teve oportunidade de aprender.
Vamos às fotos, pois melhor que eu, elas sabem dizer do acontecido.

De ontem (03/06/15):

 De mulher pra mulher.
 
  A educação básica dando seu recado com a arte-educação: Escola Júlio Joel - Bonito de ver!
 
 Apresentado como filósofo e cineasta... acrescento: poeta. Rosemberg Kariri
 
 Maria. Filha de Dona Ciça do Barro Cru.
 
Apresentação dos livros lançados.
 
Trabalho em barro cru de Maria (filha da homenageada).
 
Mais arte em barro cru.
 
De hoje (04/06/15)

A educaão como ofício: Magistério e Política.
 
Imaginário masculino: entre o patriarcalismo, o coronelismo e a feminização da cultura.

 
Ainda resta um monte de fotos que contam particularidades e singularidades do evento e das pessoas.

Mas depois eu digo!



















quarta-feira, 3 de junho de 2015

163 ICONOGRAFIA DOS 2º E 3º DIAS DO XIV CHEC

Dizem que as imagens valem mais que as palavras, não sei se será bem assim. Mas neste momento vou usar mais da iconografia que da grafia. 

Vejamos imagens do XIV CHEC, no segundo e terceiro dias:

 Família, Sexualidade, Educação. Do Rio Grande do Sul à Suécia.

Infância Saúde e Maternidade.

A criança, a mulher e a família à luz do referencial santiano na perspectiva comparada Brasil-Portugal.
 

 Espaços de identidade e relações: etnia, trabalho e violência
 

Parte da equipe de apoio. Valeu meninas!

 Mais tarde trarei instantâneos do evento e imagens dos minicursos e oficinas.

Até mais tarde!











terça-feira, 2 de junho de 2015

162 MESA DE ABERTURA DO XIV CHEC

Eis o texto que li na abertura do XIV CHEC:



"Gostaria de, inicialmente, desejar as boas vindas a todas e todos. Vocês nos honram com a vossa presença Estamos gratos que tenham aceitado o desafio de virem construir conosco as pontes que podem ajudar a esclarecer qual deve ser o lugar da mulher na atual sociedade.

Lugar de mulher, que lugar?

Entender o lugar da mulher na sociedade e na história da educação poderá contribuir afirmativamente para a discussão e estudo desta problemática, que sempre tem pautado e pauta ainda uma história de lutas na qual se têm envolvido investigadores de várias universidades nordestinas, brasileiras e mundiais, para tentar estabelecer pontes com os movimentos de mulheres da América Latina e Europa.

Esse entendimento poderá ser gestado a partir de uma compreensão mais alargada dos conceitos e das práticas que estão servindo de base bastante sólida ao fazer atual sobre qualquer que seja o aspecto que olhemos o feminino.

Lugar de mulher, que lugar? O lugar é este. Poderia ser outro, qualquer um, que a forma se mostraria tal e qual o reflexo produzido na superfície lisa e fria do espelho social em que somos projetados, pois qualquer que ele seja, o lugar, obedece a um modelo que nos chega com o liberalismo, no qual, por força de imposições machistas se tende a relegar a mulher a um segundo plano dentro das atividades consideradas de ponta. Mas não só! Esse modelo “autoriza” a maltratar, a violentar e a matar. Precisa ter um fim!

Mas regressemos ao nosso encontro. Poderíamos estar falando de e com João dos Santos para se destacar a importância da mulher/mãe na inclusão de seus filhos especiais. Poderíamos trazer para esta cena o nome de outro ilustre lusitano – Rogério Fernandes – que também dedicou parte de seu tempo ao estudo do feminino. Na História da Educação vale lembrar que Rogério Fernandes em um de seus muitos trabalhos afirmou que “Uma das formas de impedir, ou, pelo menos, de dificultar o acesso da mulher à educação extrafamiliar consistiu em desfigurar ou ridicularizar a sua capacidade intelectual. O processo comportou ‘estratégias de ironia e sarcasmo’” (2003, p. 13). Essas estratégias estão, em minha opinião, na origem da violência que ainda hoje se pratica contra a mulher.

Para ampliarmos um pouco a visão que se tem do feminino, através do mundo, trago o exemplo traçado pela Dra. Linnette Fourquet-Reed que, embora espanhola lecionou nas escolas de Puerto Ricco e se utilizou de duas obras literárias “La Lazana Andaluza” e “Como água para chocolate”, das quais retira as personagens Lazana e Tita, respectivamente, para fazer suas análises. Diz Fourquet-Reed que:

Ambos textos están organizados con una estrategia parecida, en la cual se percibe la intención de desacreditar los discursos autoritarios de la represión y el poder patriarcal. La identidad femenina aparece delineada dentro de un modelo feminista relacional, a través del cual se consigue poner en entredicho la validez del sistema patriarcal e transgredir el orden estabelecido (2003, p.p, 107,108).

Na História da Educação, a mulher tem seu papel desempenhado com galhardia apesar da exclusão que lhe é normalmente destinada nas relações de poder que se reforçam na sociedade do Séc. XX. A legislação existente reforça a igualdade de gêneros, por discorrer sobre isso amparo-me a uma mulher – Ivanilde Alves Monteiro (2012, p. 3070) – para levantar com ela um questionamento. Ela começa afirmando: “Mas a exclusão das mulheres não está de acordo com a Declaração Universal dos Direitos do Homem, que proclama a igualdade dos indivíduos”. E arremata: “As mulheres não seriam ‘indivíduos’”?

O XIV Congresso de História da Educação do Ceará tem mais uma árdua tarefa a desempenhar. Muitas questões precisam de respostas. Faço votos para que o sucesso seja o maior possível frente às dificuldades próprias do tema escolhido e que boas proposições possam ser apresentadas à sociedade.

Obrigado.

Referências:

FOURQUET-REED, Linnette. Identidad feminina y gastronomia: La Lazana Andaluza y Como Agua Para Chocolate. Revista “Faces de Eva” - estudos sobre a mulher. Lisboa: Editora Colibri, Nº 9, 2003 (p.p. 107-117)

MONTEIRO, Ivanilde A. IX Seminário Nacional de Estudos e Pesquisas: História, Sociedade e Educação no Brasil. Universidade Federal da Paraíba – João Pessoa – 31/07 a 03/08/2012 – Anais Eletrônicos

FERNANDES, Rogério. Estratégias de ironia e de sarcasmo contra a educação feminina em Portugal (séculos XVIII e XIX). Revista “Faces de Eva” - estudos sobre a mulher. Lisboa: Editora Colibri, Nº 9, 2003 (p.p. 13-27).













161 VAMOS DOURAR A PÍLULA?



Não me causa a maior estranheza quando, por tudo e/ou por nada se diz que eu não presto.

É verdade, não presto, mesmo! Valho-me da sinceridade, da verdade e da consciência do fato para não temer essa adjetivação. Tenho uma língua que é por demais afiada e isso se choca frontalmente com alguns princípios escusos desta atual sociedade; da sociedade em que vivo, convivo à força (pois preciso sobreviver), sociedade hipócrita e interesseira “in extremis”. Não sei se a minha educação foi diferenciada daquela de muitos que hoje estão ao meu lado (muitos com o pé esticado para me passarem a rasteira), se a sociedade vem se deteriorando, por si só, ao longo dos tempos – a idade me permite pensar assim. De uma coisa eu tenho a certeza: ou eu tenho muito que aprender (será que dá tempo?), ou estou enfrentando analfabetos sociais.

Quando eu percebo que as pessoas não conseguem separar o profissional do pessoal, resta-me a saída pela esquerda ou, como também é conhecida, a saída “à francesa”, sem bater as portas. Mas, situações há em que além de bater as portas, dá uma vontade louca de lhes dar um endereço. Não sei bem o porquê, mas ainda consigo indignar-me com algumas atitudes dos ditos humanoides, principalmente quando se apropriam coisas que são de uso comum, logo, públicas.

Mas, em contrapartida, causa-me a maior estranheza o fato de a Home Page (HP) da URCA não fazer a mínima referência a um evento que, por mais que seja promovido com o apoio de uma ex-concorrente ao cargo superior da instituição, está trazendo o mundo para dentro de nossos muros e levando a nossa instituição ao mundo. Até entendo que alguns ressentimentos pessoais possam ser destacados nessa briga de titãs, mas não me parece que, passada a oportunidade, as coirmãs (UFC, UECE, UEVA, UFPI, UFRJ, UFPB, PUCRGS, UNIFESP, UFPA, UFCA, UFS, FMJ, Escola CHACHALO do EQUADOR – perdoem-me se esqueci de alguma – e as instituições tais que: SESC, Prefeituras e o esforço de nossos docentes, discentes e funcionários) mereçam tal descaso. Mais que isso, uma falta de respeito!

Há quem opte pelo silêncio, feito aquele que, acredito espontâneo, se fez ao anúncio da chegada das autoridades máximas da instituição ao espaço onde se realizava a abertura do evento. Foi constrangedor! De um lado e, certamente, do outro. Porém, significativo, muito significativo. Que cada uma das partes saiba retirar as devidas ilações sem a influência desse sentimento mesquinho chamado ódio. Estamos no seio de uma universidade (pluralidade de pensamentos) e como tal devemos reagir, pois não nos podem obrigar a aceitar todas as opiniões divergentes, mas somos, contudo, obrigados a respeitar o diferente.

Vale lembrar que “nesta luta do mar contra o rochedo, quem acaba perdendo é o marisco”. E eu, com a autoridade de meu voto anulado para não apoiar nenhuma das posições, ao mesmo tempo em que respeitei ambas, digo que os perdedores somos todos nós, independentemente se estamos do lado do mar ou do rochedo!