Aos interessados

Aos interessados

Sejam todas e todos muito bem vindos ao nosso grupo.

Estamos ao vosso dispor para aqui publicarmos as vossas reflexões sobre a temática da Formação de Professores.
Para publicar, basta que enviem cópia digitada em words para o e-mail do administrador que, após moderação (principalmente contra plágios) e aprovação, se fará um prazer em veicular as vossas produções.
Para maiores informações visualize o registro do grupo junto ao CNPq através do link:


Visitou nosso blog?
Deixe um alô para que possamos saber que esteve por cá. Gostamos muito de todos nossos visitantes.

domingo, 30 de agosto de 2015

213 BALANCETE MENSAL

 Algures, no Ceará, a caminho de Iguatu, eram cerca de 05h00 da matina
 
A foto, um tanto desfocada, tremida e imprecisa, mostra o nascer de um novo dia, num caminho que leva a lugar conhecido onde ainda tenho tarefa a cumprir. A nossa vida é, tal como o tempo, uma sucessão de renasceres, diários e sempre incertos. Com os meses, os anos, acontece de mesma forma.
 
Amanhã é "fim de papo" para Agosto. Para muitas pessoas um mês assim... sabe?! Pois eu nada tenho a dizer. Cada um tem seus momentos melhores ou piores em períodos diferentes. Se o Julho, para mim, não foi muito do meu agrado, já não posso dizer o mesmo deste que agora se encerra.

Boas colaborações; ações coletivas que tendem a mostrar a realidade de um caminhar no quesito educação; projetos que começam a ganhar forma... não posso reclamar. Mas já se aproxima um novo dia, quase um novo mês, prestes a anunciar um novo ano. A vida se escoa nesse movimento. E, um belo dia, fará um ano...ou mais, cada um conta seu tempo: o ido e o por vir. Entre um e outro precisamos, todos, dar um sentido a esta nossa efêmera existência.

Deixo para todos e todas, de igual forma, os meus desejos de um ótimo Setembro. A vida há de continuar!

 











 

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

212 COISAS DESTE MUNDO

Entendendo que amanhã não terei oportunidade de conversar com meus(as) amigos(as), deixo  duas fotos para admirarem na minha ausência:


Os elementos da composição desta primeira imagem não são, para mim e neste momento, mais importantes que as corres registradas, os contrastes entre luz e sombra e a presença tímida do arco íris!

Nesta segunda imagem registro a pujança do vermelho num corpo que nasce ao alvorecer e se esvai com o anoitecer!

Duas belezas que precisam ser apreciadas com determinada sensibilidade: a violência (tempestade que se anuncia numa, embora não tenha sido o caso) e a delicadeza quase mórbida da outra.

São minhas visões das coisas do mundo!

211 OUTROS NORTES - OUTROS VENTOS

Amanhã estarei numa outra cidade do interior do Ceará tentando oportunizar momentos de reflexão a outros estudantes. Não são exatamente da nossa área de interesse, mas pertencem a uma categoria de profissionais que muito nos podem ajudar.

Acredito que terei algumas fotos para socializar. Se vocês pacientarem um pouco terão oportunidade de conhecer mais esta face deste vosso amigo (resta ainda saber se haverá tempo hábil para tanta atividade em um só dia e ainda assim dedicar algum à fotografia).

Sendo assim, desde já, os desejos de bom fim de semana a tod@s.








quinta-feira, 27 de agosto de 2015

210 SALVE-SE QUEM PUDER

Desde, pelo menos, 2009 que Nóvoa nos alerta para o seguinte fato:

"A educação vive um tempo de grandes incertezas e de muitas perplexidades. Sentimos a necessidade da mudança, mas nem sempre conseguimos definir-lhe o rumo. Há um excesso de discursos, redundantes e repetitivos, que se traduz numa pobreza de práticas".

Creio ser consenso essa afirmativa do nosso autor. Acredito ainda mais que, com a passagem de seis anos entre o seu pronunciamento e este momento, estejamos bem mais distantes de encontrarmos a solução para tal problemática, principalmente quando sabemos que não há entre quem tem poder decisório, aquilo a que ele mesmo, Nóvoa, chama de espírito de conjunto.

Na minha percepção, mudar o rumo de um barco não carece apenas de posicionar o leme em outra direção, de modo aleatório; é preciso acertar as velas para que elas recebam a ação do vento de forma útil e capaz de fazer o barco singrar até nas águas mais turbulentas. Isso exige, no mínimo, conhecimento de causa.

Ora, perdoem-me a ousadia, mas creio que estou num barco à deriva, no qual o timoneiro saiu para tomar um cafezinho e esqueceu de seu dever. Nesta situação, cada marujo dá seu palpite, uns mais acertados, outros mais extravagantes, e, na hora da decisão, vale o "salve-se quem puder". 

Não sou dos mais organizados (confesso) mas odeio a desorganização, sobretudo onde deve existir responsabilidade para colocar os pingos nos is. A prática da dita democracia é, muitas vezes, questionável: que o digam os "anarquistas, graças a Deus".  

Voltemos à analise de Nóvoa:

"O campo da formação de professores está particularmente exposto a este efeito discursivo, que é também um efeito de moda. E a moda é, como todos sabemos, a pior maneira e enfrentar os debates educativos. Os textos, as recomendações, os artigos e as teses sucedem-se a um ritmo alucinante repetindo os mesmos conceitos, as mesmas ideias, as mesmas propostas".

A permanência na mesmice é, além de moda, uma questão de alienação diante das manobras arquitetadas pela elite dominante que, consciente dos riscos que corre, arrisca suas fichas num jogo de modernidade que não permite que práticas se consolidem. Não, não sou fã incondicional do tradicionalismo, o meu fanatismo vai para uma práxis que atenda as necessidades dos aprendentes e JAMAIS dos dirigentes que tendem a tudo e todos manobrarem.

"É difícil não sermos contaminados por este «discurso gasoso» que ocupa todo o espaço e que dificulta a emergência de modos alternativos de pensar e de agir (Nóvoa y DeJong-Lambert, 2003). Mas é preciso fazer um esforço para manter a lucidez e, sobretudo, para
construir propostas educativas que nos façam sair deste círculo vicioso e nos ajudem a definir o futuro da formação de professores
".

Quando se diz que é difícil, não se afirma a IMPOSSIBILIDADE, logo temos que lutar com nossas armas para alcançar a solidez necessária. Tenho me proposto a encarar as dificuldades que surgem a cada palavra dita, a cada ação perpetrada. Mas a minha resistência, enquanto solista de uma orquestra de mudos, tem seus limites.

Poderão me acusar de tudo, menos de acomodado, ou resignado. Venderei cara a minha derrota se ela vier a acontecer.


Ref. Biblio.:

NÓVOA, Antonio. Para uma formação de professores construída dentro da profissão. Lisboa, Universidade de Lisboa, 2009, Acessível em:
www.revistaeducacion.educacion.es/re350/re350_09por.pdf.

NÓVOA, A. Y. DEJONG-LAMBERT, W. Educating Europe - An analysis of EU educational policies. En D. PHILLIPS Y H. ERTL (comps.), Implementing European Union Education and Training Policy - A comparative study of issues in four member states (pp. 41-72).
Dordrecht: Kluwer Academic Publishers
(2003).






quarta-feira, 26 de agosto de 2015

209 FORMAR PELO EXEMPLO

Diz-me Nóvoa:



“No início as escolas abrigavam atividades variadas, entre elas as aulas. Com o positivismo e a expansão das disciplinas, esse espaço se reduziu ao espaço das aulas. O que precisamos agora é resgatar a escola como lugar de estudo e capaz de dar respostas diferentes a alunos que são cada vez mais diversificados culturalmente”.


Observação de uma realidade:


Resumo: A educação sempre terá jeito se a encararmos com a dignidade e o respeito que ela merece. Não carece de romantismos exacerbados, nem de ódios profundos.

Façamos a diferença!






terça-feira, 25 de agosto de 2015

208 ASSIM OU NEM TANTO

Volto a António Sampaio da Nóvoa para tentar desenvolver uma temática que venho perseguindo: a aprendizagem, seus métodos e qualificação profissional para orientar tal processo (mais vulgarmente conhecida como formação docente).

Diz-me ele e com ele passo à reflexão, que:

"O aprender se concentra em dois pilares: a própria pessoa, como agente, e a escola, como lugar de crescimento profissional permanente".
 
Ousado, provocador e atrevido que sempre fui e continuo sendo, proponho-me desmembrar esta assertiva para mostrar como ela só é perfeitamente praticável se as dimensões compreendidas estiverem comprometidas com o sucesso do enunciado. O "agente", atributo das "pessoas" precisa revestir-se de um pensar/agir afirmativo para não se transformar em "a gente", massa amorfa, de manobra - qual gado marcado e cercado. 

A escola, "como lugar de crescimento profissional permanente" precisa ganhar novos parceiros e deixar de ser vista como a "exclusividade" formadora. O "permanente" deverá ser adjetivado com o "contínuo e progressivo", para não repetir sempre a mesma coisa que já era feita no século XIX, e passar a representar uma fonte alternativa de "construção de saberes" em oposição à fonte "retransmissora/repassadora" de saberes construidos fora de seus domínios.

Aliás, é o próprio Nóvoa quem nos afirma, também, que:

“O desafio dos profissionais da área escolar é manter-se atualizado sobre as novas metodologias de ensino e desenvolver práticas pedagógicas eficientes”.
 
Estamos fazendo a nossa parte, ou vamos deixar como está, para ver como fica?

 
Referência:
NÓVOA, Antonio. Entrevista - Jornal do Brasil - Caderno de Empregos - 03/06/99 
     

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

207 SOBRE FUNÇÃO DA ESCOLA

Diz-nos Nóvoa, no seu saber, em seu filosofar sobre um processo que parece não ser compreendido por muitas pessoas e que representa a função social da escola:

“A escola deve estimular as crianças a aprenderem a estudar e pensar e também a aprenderem a se comunicar e a viver em conjunto. Aprender a estudar e a pensar é essencial no mundo marcado pelo excesso de informações e conhecimentos que envelhecem muito rapidamente, mas não é menos importante aprender a se comunicar e viver em conjunto, estimulando a criança a falar, ouvir, construir em conjunto”.
 
A grande questão é: quem está disposto a desenvolver nos outros aquilo que muitas vezes não se tem?


Referência:
NÓVOA, Antonio. Entrevista - Jornal do Brasil - Caderno de Empregos - 03/06/99